Salve a endorfina!

Por Celso Cardoso
(25/10/2004 23:01:30)

Cinco e meia da manhã desperta o relógio. Hora de acordar pra correr.

Muitos dos meus amigos, alguns jornalistas boêmios e sedentários, acham loucura; outros reverenciam a atitude saudável.

Opiniões à parte, sem dúvida algo realmente novo na minha rotina. Sempre funcionei melhor à noite e raramente ia pra cama antes de duas horas da manhã. Levou um tempo até me adaptar. Mas o sono, tão importante pra recuperação do desgaste do dia anterior, não era o único quesito a ser adaptado. A alimentação também.

A nutricionista Christine Neves me receitou uma dieta adequada aos meus horários de treinamento e trabalho. Passei a comer menos, e mais vezes ao dia. Se o sono recupera, a alimentação garante a energia para a prática da corrida.

E a corrida... O êxtase. Sério mesmo! Ao iniciar os treinamentos descobri a felicidade pós-corrida. Uma incrível sensação de bem estar, fruto da ação da endorfina no organismo, substância produzida pelo cérebro, com algumas propriedades semelhantes às da morfina, como alívio da dor e estimulação sensorial. Resultado: a cada final de treino um sorriso fácil estampado no rosto e disposição pra encarar o resto do dia.

Uma colega de treinamento sentenciava com freqüência: "Nada melhor que o "barato de corredor". Pés na estrada!

Até a São Silvestre, os treinamentos são divididos basicamente em: rodagem (treinos de longa distância, cujo objetivo é aumentar a resistência aeróbia), treinos de velocidade (distâncias menores, mas velocidade maior) e fortalecimento muscular.

A carga de treinamento vai aumentando a cada mês de acordo com a evolução física e o objetivo a ser atingido.

Por exemplo, em fevereiro, a planilha desenvolvida pelo Wanderlei de Oliveira, previa cerca de 92 km de corrida. Em abril já totaliza 202 km percorridos. E em junho, a carga girava em torno de 215 km ao mês.

O primeiro semestre foi reservado apenas para treinos. Nada de provas! As competições foram reservadas para o segundo semestre e a escolha das provas é de acordo com o objetivo de cada um. No meu caso, a São Silvestre.

No nosso próximo encontro, escreverei sobre a emoção da primeira prova; o prazer de chegar que, inclusive, inspirou o título desta coluna; a alegria de colecionar medalhas. Até lá!!!

 
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