Não
sei de onde tirei forças
Por
Celso Cardoso
(04/12/2004
13:18:57)
“10km
do Brasil”
No dia 25 de julho participei pela segunda vez de uma prova de rua. A Corrida
do Brasil, realizada na Cidade Universitária ( USP ). Desta vez, estava
melhor preparado e pude baixar em quase 6 minutos meu tempo de prova: 54 minutos
e 55 segundos. O último quilômetro foi o mais rápido: 4`43``.
Mais uma medalha garantida e, claro, satisfação inigualável,
pela evolução do trabalho.
Meia Maratona de Buenos Aires
Depois da participação na Corrida do Brasil, Wanderlei de Oliveira,
meu mestre, recomendou priorizar os treinamentos e participar de provas somente
em setembro. O objetivo, a Meia Maratona de Buenos Aires. Foi o período
mais difícil de treinos. Foi também a apogeu da minha forma física.
A cada treinamento, tempos melhores e mais confiança pra participar dos
21 km na Argentina.
Quando
me mostrou a planilha, sugerindo 5 minutos e 20 segundos por quilômetro,
como estratégia, cheguei a duvidar da minha capacidade. Wanderlei, entretanto,
argumentou que embora pretensioso, tratava-se de uma possibilidade real pelo
rendimento nos treinamentos. Foi uma fase de muita ansiedade. A uma semana da
corrida, no meu cardápio tinha macarrão, macarrão, macarrão
e mais macarrão. Faltar energia? Nem pensar.
Embarquei
para Buenos Aires, no dia 11, e no Hotel, antes de dormir, ficava imaginando
minha chegada; o cronômetro marcando 1hora e 53 minutos (o tempo previsto
na minha planilha); a alegria incontida por completar a prova... Valia tudo
pra driblar a inquietação e pegar no sono.
E
enfim, chegou o grande dia. Uma manhã fria do dia 12 de setembro. Largamos
com 6 graus de temperatura e tentei ser fiel a planilha desenvolvida por Wanderlei
de Oliveira. Ao meu lado, a jornalista Irene Ruberti, colega de treinamentos,
também tinha o mesmo tempo como objetivo. Conseguimos manter ritmo, tranqüilamente,
nos primeiros 15 km. Pra minha surpresa, consegui correr ainda mais rápido
nos quilômetros seguintes e, novamente, o melhor tempo registrado, foi
no último km. Não sei de onde tirei forças para o sprint
final quando vi a linha de chegada.
Terminei
a prova em 1hora e 53 minutos! Como havia visualizado na noite anterior. Valeu
a pena! Um argentino que trabalhava na organização da corrida
me perguntou assim que terminei a corrida. “E aí, como se sente”?
“Muito feliz”, foi a resposta.
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